A OMS lança a CID11, conheça as principais mudanças

Nesta segunda-feira, dia 18 de junho, a Organização Mundial da Saúde (OMS), lançou uma nova Classificação Estatística Internacional de Doenças e Problemas Relacionados à Saúde (CID11). Segundo o diretor-geral da OMS, Tedros Adhanom Ghebreyesus, “A CID é um produto do qual a OMS realmente se orgulha”, e completa dizendo, “Ela nos permite entender muito sobre o que faz as pessoas adoecerem e morrerem e agir para evitar sofrimento e salvar vidas”.

O documento que será apresentado para adoção pelos países em maio de 2019, durante a Assembleia Mundial da Saúde, tem previsão para entrar em vigor em 1º de janeiro de 2022.  Essa versão disponibilizada seria uma pré-visualização que permitirá aos países planejar seu uso, preparar traduções e treinar profissionais de saúde.

Na sede da OMS, a equipe da CID recebeu mais de 10 mil propostas de revisão. O CID 10 foi lançado em 1990, e de lá para cá, melhorias significativas, em relação às versões anteriores, estavam em desenvolvimento e pela primeira vez, essa versão é completamente eletrônica e possui um formato que facilita seu uso.

A CID é a base para identificar tendências e estatísticas de saúde em todo o mundo e contém cerca de 55 mil códigos únicos para lesões, doenças e causas de morte. O documento fornece uma linguagem comum que permite aos profissionais de saúde compartilhar informações de saúde em nível global.

As novidades da 11ª versão

A primeira inovação, como já adiantamos acima, é referente à versão eletrônica. Outras novidades, diz respeito ao conteúdo, que nesta versão conta com capítulos sobre medicinal tradicional, que embora milhões de pessoas recorram a esse tipo de cuidado médico, ele nunca havia sido classificado nesse sistema.

Outros assuntos inéditos foram incluídos nesta versão:

Saúde sexual

Engloba condições que eram categorizadas de maneira desatualizada, como, por exemplo, incongruência de gênero, que na versão anterior se enquadrava em saúde mental.

Distúrbio em games

Ou o gaming disorder, como já havia sido anunciado, foi adicionado à seção de transtornos que podem causar adicção. Essa desordem foi definida pela OMS como um “padrão de comportamento persistente ou recorrente”, de gravidade suficiente para “resultar em comprometimento significativo nas áreas de funcionamento pessoal, familiar, social, educacional, ocupacional ou outras”.

Estresse pós-traumático

Outra mudança importante é na quantidade de termos diagnósticos para transtorno do estresse pós-traumático; eles foram reduzidos e simplificados para permitir um diagnóstico mais fácil.

Resistência antimicrobiana

Os códigos relativos à resistência antimicrobiana estão mais alinhados ao sistema global de vigilância, o GLASS, o que permitirá mapear melhor a resistência ao redor do mundo.

A 11ª versão da CID reflete o progresso da medicina e os avanços na pesquisa científica. As recomendações da publicação também refletem, com mais precisão, os dados sobre segurança na assistência à saúde. Isso significa que situações desnecessárias com risco de prejudicar a saúde – como fluxos de trabalho inseguros em hospitais – podem ser identificadas e reduzidas.

Referências:
https://www.paho.org
https://nacoesunidas.org

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