Publicado por Apollus | Blog Corporativo
Falar sobre saúde mental no ambiente de trabalho já é um desafio. Agora, quando pensamos em trabalhadores terceirizados, a complexidade aumenta: eles nem sempre estão inseridos de forma igualitária nas iniciativas da empresa, apesar de enfrentarem os mesmos riscos psicossociais — ou até maiores.
No contexto do Setembro Amarelo, é essencial lembrar que o cuidado precisa ultrapassar vínculos contratuais. Afinal, estamos falando de pessoas que compartilham o mesmo espaço, colaboram para os mesmos resultados e convivem diariamente com as equipes internas.
Por que os terceirizados também devem estar no centro do cuidado?
A inclusão dos trabalhadores terceirizados não é apenas uma questão de empatia, mas também de estratégia e cultura organizacional. Uma empresa que cuida de todos, sem distinção, colhe benefícios como:
- Menor risco de exclusão: ao se sentirem parte do time, os terceirizados se tornam mais engajados e valorizados.
- Identificação de riscos: eles estão expostos aos mesmos riscos psicossociais, como jornadas intensas, pressões e falta de apoio. Incluí-los na gestão de riscos permite um diagnóstico mais completo.
- Fortalecimento da cultura: uma empresa que cuida de todos envia uma mensagem de unidade, não de fragmentação.
A saúde mental precisa ser vista como um direito de todos no ambiente de trabalho — independentemente do regime de contratação.
Diretrizes práticas para incluir os terceirizados
- Comunicação aberta e igualitária: Certifique-se de que as campanhas de saúde mental, como o Setembro Amarelo, sejam compartilhadas com todos os profissionais. Use murais, e-mails coletivos ou rodas de conversa presenciais.
- Espaços de escuta ativa: Crie momentos em que terceirizados também possam participar de diálogos, rodas de apoio ou pesquisas de clima. Estar presente nesses espaços faz diferença no sentimento de pertencimento.
- Integração com o time interno: Atividades coletivas de bem-estar, como alongamentos, dinâmicas ou até o simples café compartilhado, devem incluir toda a equipe. A barreira “CLT x terceirizado” não deve existir.
- Capacitação de líderes: Supervisores e gestores precisam ser treinados para olhar de forma empática para todos, incentivando a prevenção de riscos psicossociais e o respeito à singularidade de cada trabalhador.
- Parcerias com prestadoras de serviço: Inclua cláusulas contratuais que incentivem fornecedores a apoiar práticas de saúde mental. Essa colaboração reforça o elo entre empresa e terceirizados.
O papel da empresa como elo com a realidade
Ao incluir terceirizados nas ações de saúde mental, a empresa mostra que entende sua responsabilidade social e promove um ambiente mais seguro, humano e acolhedor. Esse cuidado não é apenas sobre cumprir normas ou seguir campanhas: é sobre praticar empatia todos os dias.
Mais do que uma tendência, é uma necessidade para organizações que querem construir equipes sustentáveis e de alto desempenho.
📋 Checklist rápido: 5 ações para incluir terceirizados no cuidado com a saúde mental
- ☑️ Compartilhe a comunicação → envie convites, campanhas e informativos para todos, sem distinção.
- ☑️ Crie espaços de escuta → promova rodas de conversa, enquetes ou canais de apoio abertos.
- ☑️ Integre as atividades → ginástica laboral, dinâmicas e eventos devem incluir todos os profissionais.
- ☑️ Capacite líderes e supervisores → incentive a empatia e o olhar atento para cada colaborador.
- ☑️ Formalize parcerias → insira cláusulas de bem-estar em contratos com fornecedores.
✨ Comece pequeno, mas comece. Incluir terceirizados é valorizar vidas e fortalecer a cultura de empatia.
FAQ (Perguntas Frequentes)
1. É obrigatório por lei incluir terceirizados nas ações de saúde e segurança?
Sim. A NR 1 determina que a empresa contratante deve fornecer aos trabalhadores terceirizados as informações e orientações sobre os riscos e medidas de prevenção no ambiente de trabalho, garantindo que a segurança seja aplicada a todos, sem distinção.
2. Como abordar a questão da saúde mental com a empresa prestadora de serviço?
É essencial estabelecer um diálogo transparente. Inclua a saúde mental nas cláusulas do contrato de serviço, formalizando a parceria. Promova reuniões periódicas e compartilhe os resultados das ações, mostrando que o bem-estar dos colaboradores é um valor compartilhado.
3. Como o RH pode começar a incluir terceirizados?
A melhor forma é começar com uma ação simples, mas simbólica. Convide os terceirizados para participar de uma roda de conversa sobre saúde mental, envie um e-mail com uma mensagem de apoio ou integre-os em uma dinâmica de grupo. Pequenos gestos podem gerar grandes transformações.
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