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Como incluir os trabalhadores terceirizados nas ações de saúde mental da empresa?

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25 | setembro | 2025
Como incluir os trabalhadores terceirizados nas ações de saúde mental da empresa?

25 de setembro de 2025 Publicado por Apollus | Blog Corporativo


Falar sobre saúde mental no ambiente de trabalho já é um desafio. Agora, quando pensamos em trabalhadores terceirizados, a complexidade aumenta: eles nem sempre estão inseridos de forma igualitária nas iniciativas da empresa, apesar de enfrentarem os mesmos riscos psicossociais — ou até maiores.

No contexto do Setembro Amarelo, é essencial lembrar que o cuidado precisa ultrapassar vínculos contratuais. Afinal, estamos falando de pessoas que compartilham o mesmo espaço, colaboram para os mesmos resultados e convivem diariamente com as equipes internas.


Por que os terceirizados também devem estar no centro do cuidado?

A inclusão dos trabalhadores terceirizados não é apenas uma questão de empatia, mas também de estratégia e cultura organizacional. Uma empresa que cuida de todos, sem distinção, colhe benefícios como:

  • Menor risco de exclusão: ao se sentirem parte do time, os terceirizados se tornam mais engajados e valorizados.
  • Identificação de riscos: eles estão expostos aos mesmos riscos psicossociais, como jornadas intensas, pressões e falta de apoio. Incluí-los na gestão de riscos permite um diagnóstico mais completo.
  • Fortalecimento da cultura: uma empresa que cuida de todos envia uma mensagem de unidade, não de fragmentação.

A saúde mental precisa ser vista como um direito de todos no ambiente de trabalho — independentemente do regime de contratação.


Diretrizes práticas para incluir os terceirizados

  • Comunicação aberta e igualitária: Certifique-se de que as campanhas de saúde mental, como o Setembro Amarelo, sejam compartilhadas com todos os profissionais. Use murais, e-mails coletivos ou rodas de conversa presenciais.
  • Espaços de escuta ativa: Crie momentos em que terceirizados também possam participar de diálogos, rodas de apoio ou pesquisas de clima. Estar presente nesses espaços faz diferença no sentimento de pertencimento.
  • Integração com o time interno: Atividades coletivas de bem-estar, como alongamentos, dinâmicas ou até o simples café compartilhado, devem incluir toda a equipe. A barreira “CLT x terceirizado” não deve existir.
  • Capacitação de líderes: Supervisores e gestores precisam ser treinados para olhar de forma empática para todos, incentivando a prevenção de riscos psicossociais e o respeito à singularidade de cada trabalhador.
  • Parcerias com prestadoras de serviço: Inclua cláusulas contratuais que incentivem fornecedores a apoiar práticas de saúde mental. Essa colaboração reforça o elo entre empresa e terceirizados.

O papel da empresa como elo com a realidade

Ao incluir terceirizados nas ações de saúde mental, a empresa mostra que entende sua responsabilidade social e promove um ambiente mais seguro, humano e acolhedor. Esse cuidado não é apenas sobre cumprir normas ou seguir campanhas: é sobre praticar empatia todos os dias.

Mais do que uma tendência, é uma necessidade para organizações que querem construir equipes sustentáveis e de alto desempenho.


📋 Checklist rápido: 5 ações para incluir terceirizados no cuidado com a saúde mental

  • ☑️ Compartilhe a comunicação → envie convites, campanhas e informativos para todos, sem distinção.
  • ☑️ Crie espaços de escuta → promova rodas de conversa, enquetes ou canais de apoio abertos.
  • ☑️ Integre as atividades → ginástica laboral, dinâmicas e eventos devem incluir todos os profissionais.
  • ☑️ Capacite líderes e supervisores → incentive a empatia e o olhar atento para cada colaborador.
  • ☑️ Formalize parcerias → insira cláusulas de bem-estar em contratos com fornecedores.

✨ Comece pequeno, mas comece. Incluir terceirizados é valorizar vidas e fortalecer a cultura de empatia.


FAQ (Perguntas Frequentes)

1. É obrigatório por lei incluir terceirizados nas ações de saúde e segurança?
Sim. A NR 1 determina que a empresa contratante deve fornecer aos trabalhadores terceirizados as informações e orientações sobre os riscos e medidas de prevenção no ambiente de trabalho, garantindo que a segurança seja aplicada a todos, sem distinção.

2. Como abordar a questão da saúde mental com a empresa prestadora de serviço?
É essencial estabelecer um diálogo transparente. Inclua a saúde mental nas cláusulas do contrato de serviço, formalizando a parceria. Promova reuniões periódicas e compartilhe os resultados das ações, mostrando que o bem-estar dos colaboradores é um valor compartilhado.

3. Como o RH pode começar a incluir terceirizados?
A melhor forma é começar com uma ação simples, mas simbólica. Convide os terceirizados para participar de uma roda de conversa sobre saúde mental, envie um e-mail com uma mensagem de apoio ou integre-os em uma dinâmica de grupo. Pequenos gestos podem gerar grandes transformações.


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Sobre a autora:

Artigo escrito pela equipe de Comunicação e Marketing da Apollus em parceria com a especialista Gleise Sanchotene Saito.

Quem é a Gleise?
Consultora de Saúde e Segurança Ocupacional na Apollus, Diretora técnica da Medicare Health, especialista em Saúde Ocupacional, professora de Pós-Graduação e MBA, mentora de carreira e consultora em serviços de saúde para empresas. Com 25 anos de experiência como Enfermeira do Trabalho, atuou em grandes corporações com foco em qualidade de vida, gestão de ambulatórios, exames ocupacionais, ergonomia e saúde do trabalhador. É reconhecida pela sua liderança em projetos integrados de EHS, promovendo ambientes corporativos mais saudáveis e humanizados. Siga-a no LinkedIn.

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