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Resolução CONAMA 275: o que é, para que serve e por que o código de cores é essencial para a gestão de resíduos e para a conformidade ambiental

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17 | dezembro | 2025
Resolução CONAMA 275: o que é, para que serve e por que o código de cores é essencial para a gestão de resíduos e para a conformidade ambiental

17 de dezembro de 2025 Publicado por Apollus | Blog Corporativo


Introdução

A gestão de resíduos sólidos é uma etapa estratégica para qualquer empresa comprometida com sustentabilidade, conformidade legal e eficiência operacional. Entre as normas brasileiras que orientam essa área, a Resolução CONAMA 275/2001 se destaca por oferecer um padrão nacional para identificação visual dos resíduos. Mesmo após mais de duas décadas, o código de cores do CONAMA 275 permanece essencial, não apenas pela simplicidade, mas pelo impacto direto na segregação, rastreabilidade, segurança, indicadores ambientais e auditorias internas e externas. Neste artigo, apresentamos um panorama técnico e atualizado sobre a resolução, seu papel na gestão integrada de EHS, sua relação com a PNRS (Lei 12.305/2010) e como aplicá-la de forma eficaz no PGRS, na rotina operacional e nos fluxos de resíduos.


O que é a Resolução CONAMA 275/2001?

A Resolução nº 275, publicada pelo Conselho Nacional do Meio Ambiente, estabelece um código nacional de cores para identificação dos resíduos na coleta seletiva. O objetivo é criar uma padronização que facilite:

  • a segregação correta na fonte,
  • a comunicação visual entre setores e equipes,
  • a segurança durante o manuseio,
  • a rastreabilidade dos resíduos,
  • e a conformidade com sistemas de gestão ambiental.

Embora a resolução tenha foco na coleta seletiva, ela se tornou uma referência para operações industriais, serviços de saúde, instituições de ensino, administração pública e empresas de todos os portes.


Por que o CONAMA 275 é importante na gestão ambiental?

Além do papel educativo, o CONAMA 275 tem relevância direta nos processos de gestão e compliance. Seus principais impactos são:

Segregação eficiente na fonte

A correta identificação dos resíduos evita mistura e contaminação, um dos maiores desafios para a reciclagem e para o cumprimento dos fluxos definidos pela PNRS.

Redução de riscos operacionais

A sinalização padronizada reduz acidentes e falhas no manuseio de resíduos perigosos, radioativos ou perfurocortantes, protegendo as equipes e atendendo normas de segurança.

Apoio à conformidade ambiental (ISO 14001, auditorias e ESG)

Empresas com Sistemas de Gestão Ambiental dependem de processos padronizados. O CONAMA 275 apoia:

  • auditorias internas e externas,
  • indicadores de desempenho ambiental,
  • relatórios ESG,
  • programas de compliance.

Padronização nacional

Ao seguir um padrão único, empresas facilitam treinamentos, comunicação e integração entre unidades, principalmente em operações distribuídas.

Contribuição para redução de custos

A segregação adequada reduz perdas, retrabalho, descarte incorreto e custos com destinação.


O código de cores da Resolução CONAMA 275

A resolução estabelece as seguintes cores para cada tipo de resíduo:

Cor Tipo de resíduo
🔵 Azul Papel e papelão (resíduos secos de escritório, embalagens limpas)
🔴 Vermelho Plástico (copos, embalagens, filmes, frascos)
🟢 Verde Vidro (garrafas, potes, vidros não contaminados)
🟡 Amarelo Metal (alumínio, aço, latas, resíduos metálicos limpos)
⚫ Preto Madeira (paletes, pequenos resíduos de madeira tratada)
🟠 Laranja Resíduos perigosos (químicos, solventes, tintas, EPI contaminado)
⚪ Branco Resíduos ambulatoriais e de serviços de saúde (perfurocortantes, materiais infectantes (RSS))
🟣 Roxo Resíduos radioativos
🟤 Marrom Resíduos orgânicos (restos de alimentos, resíduos de paisagismo)
🔘 Cinza Resíduos gerais não recicláveis ou contaminados

Conama 275 - Cores

Esse padrão deve ser aplicado em:

  • coletores e contentores,
  • áreas de armazenamento temporário,
  • sinalizações fixas e etiquetas,
  • sacos e recipientes,
  • mapas de resíduos,
  • materiais de treinamento.

Como aplicar o CONAMA 275 na gestão de resíduos das empresas?

Classifique e mapeie todos os resíduos gerados

Antes de aplicar o código de cores, é necessário um diagnóstico completo, identificando:

  • fluxos de resíduos,
  • quantidades,
  • setores geradores,
  • perigos associados.

Esse processo deve compor o PGRS.


Padronize a sinalização

A padronização deve incluir:

  • coletores,
  • placas,
  • etiquetas,
  • mapa de fluxo dos resíduos,
  • instruções de coleta interna e externa.

Realize treinamentos contínuos para colaboradores

Treinamentos rápidos, atualizados e recorrentes aumentam a taxa de conformidade e reduzem erros de segregação.


Integre o sistema à gestão ambiental

O código de cores deve fazer parte:

  • do PGRS,
  • dos procedimentos internos,
  • dos indicadores ambientais,
  • dos planos de emergência,
  • das instruções de trabalho.

Audite e melhore continuamente

Auditorias internas ajudam a:

  • identificar desvios,
  • reduzir contaminação dos recicláveis,
  • corrigir falhas de segregação,
  • melhorar o desempenho ambiental.

Desafios na aplicação do código de cores

Mesmo sendo amplamente difundido, o CONAMA 275 enfrenta alguns desafios na prática:

  • Falta de padronização entre municípios: Algumas cidades adotam adaptações, o que pode gerar dúvidas em equipes ou fornecedores.
  • Desconhecimento das equipes: A rotatividade de colaboradores e a ausência de treinamento contínuo aumentam as falhas de segregação.
  • Contaminação dos recicláveis: Ainda é comum resíduos orgânicos ou perigosos serem descartados incorretamente, comprometendo a coleta seletiva.
  • Falta de integração entre unidades: Empresas com múltiplos sites nem sempre utilizam o mesmo padrão visual.

Todos esses pontos reforçam a importância de padronização, educação e auditoria contínua.


Benefícios para a sustentabilidade e para o ESG

A adoção do CONAMA 275 contribui diretamente para indicadores e compromissos de sustentabilidade, como:

  • aumento da taxa de reciclagem;
  • redução do volume enviado a aterros;
  • melhoria da rastreabilidade;
  • fortalecimento das práticas ESG;
  • segurança no manuseio;
  • eficiência operacional;
  • melhor desempenho em auditorias e certificações.

FAQ — Perguntas frequentes sobre o CONAMA 275

1. O CONAMA 275 é obrigatório?
A resolução não cria obrigatoriedade legal isolada, mas padroniza boas práticas utilizadas em auditorias, certificações e sistemas de gestão. Em muitos municípios, torna-se referência para conformidade local.

2. Posso usar outras cores?
O ideal é seguir o padrão nacional. Cores adicionais podem ser utilizadas para categorias específicas (como eletrônicos), desde que não gerem conflito.

3. O código ainda está vigente?
Sim, a resolução continua válida e amplamente utilizada no país.

4. Como o CONAMA 275 se relaciona com a PNRS?
A PNRS (Lei 12.305/2010) define a responsabilidade pela separação na fonte e pela gestão adequada dos resíduos. O CONAMA 275 é uma ferramenta prática para cumprir esses requisitos.

5. A cor cinza indica o quê?
Rejeitos — materiais não recicláveis ou contaminados.

6. Treinamentos são necessários?
Sim. A sinalização visual sozinha não garante resultados. Treinamentos são fundamentais para reduzir desvios.

7. O padrão é aplicado da mesma forma em todo o Brasil?
Sim, mas adaptações podem existir. Em caso de dúvida, priorize o padrão nacional.


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Sobre o autor:

Artigo escrito pela equipe de Comunicação e Marketing da Apollus em parceria com o especialista Fábio Machado Borba.

Quem é o Fábio?
Consultor de Negócio EHS na Apollus, auditor trinorma e Lead Assessor em normas como ISO 9001, ISO 14001, ISO 45001 e ISO 37301. Atua em projetos complexos de gestão integrada, com experiência sólida em indústrias petroquímicas e sistemas multisite. É especialista em EHS, ESG e Seis Sigma, com foco em planejamento, auditoria e gestão de riscos. Com formação técnica em Química e Segurança do Trabalho, também se destaca por sua liderança positiva, inteligência emocional e habilidade em engajar equipes para resultados sustentáveis. Siga ele no LinkedIn.

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