Saúde Mental no Trabalho: O Impacto dos Afastamentos na Gestão de Riscos (2026)
Publicado por Apollus | Blog Corporativo
Um levantamento recente divulgado pela Brazil Economy (com base em dados da VR, empresa de benefícios e soluções para trabalhadores e empregadores) e dados oficiais consolidados pelo G1 revelam um cenário alarmante para lideranças e gestores de SST: o Brasil atingiu o maior patamar de afastamentos por transtornos mentais da última década. Em 2025, os afastamentos por fadiga, estresse e esgotamento emocional não apenas triplicaram sua representatividade, como alcançaram números absolutos sem precedentes.
O crescimento dos transtornos emocionais em números
A progressão do percentual de atestados médicos nas empresas mostra uma escalada crítica:
- 2023: Representavam entre 1,5% e 2,5% dos afastamentos.
- 2024: O índice subiu para a faixa de 3% a 4%.
- 2025: Atingiu o patamar de 6% a 8% do total de afastamentos.
No entanto, a gravidade é ainda maior quando olhamos para o cenário nacional. Em 2025, o Brasil registrou mais de 546 mil afastamentos por saúde mental, batendo o recorde histórico pela segunda vez em 10 anos. Esse número faz parte de um montante de 4 milhões de afastamentos totais no país, o maior volume em cinco anos, consolidando a saúde mental como uma das principais causas de incapacidade laboral.
O Impacto da NR-1 e a Gestão de Riscos Psicossociais
A saúde mental deixou de ser um tema periférico de bem-estar para se tornar um componente estratégico de Gestão de Riscos. A atualização da NR-1 reforça essa visão ao exigir que empresas identifiquem e gerenciem ativamente os riscos psicossociais no âmbito do PGR (Programa de Gerenciamento de Riscos).
Ignorar esses recordes pode resultar em:
- Aumento do Absenteísmo: Impacto direto na produtividade e custos de substituição.
- Passivos Trabalhistas: Crescimento de ações relacionadas ao Burnout e assédio moral.
- Elevação do FAP (Fator Acidentário de Prevenção): O aumento de benefícios acidentários impacta diretamente a carga tributária da empresa através do Nexo Técnico Epidemiológico.
Estratégias para uma Cultura de Prevenção
Para mitigar os riscos ligados ao esgotamento, as organizações devem migrar do modelo reativo para o preventivo:
- Monitoramento em Tempo Real: Acompanhar turnover e CID de atestados para identificar "bolsões de estresse" em departamentos específicos.
- Segurança Psicológica: Capacitar líderes para que o diálogo sobre saúde mental não seja punitivo, mas preventivo.
- Tecnologia como Aliada: O uso de um software completo de gestão de EHS permite centralizar indicadores de saúde e segurança, facilitando o cumprimento da conformidade legal e a proteção do capital humano.
Conclusão
Com o Brasil batendo recordes sucessivos de afastamentos, empresas que incorporam a saúde mental em sua estratégia de SST mostram visão de longo prazo. Ambientes saudáveis reforçam a confiança, retêm talentos e garantem resultados sustentáveis em um mercado onde o esgotamento se tornou o maior risco operacional.
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Perguntas Frequentes (FAQ)
➤ Qual foi o aumento de afastamentos por saúde mental no Brasil?
Segundo dados da VR e Brazil Economy, a representatividade dos afastamentos por estresse e fadiga triplicou entre 2023 e 2025, passando de 2% para até 8% do total de atestados.
➤ Quantas pessoas se afastaram por saúde mental em 2025?
O Brasil registrou um recorde histórico em 2025 com mais de 546 mil afastamentos por transtornos mentais, o maior número registrado na última década.
➤ Como a NR-1 aborda a saúde mental?
A NR-1 exige que as empresas identifiquem e gerenciem riscos psicossociais dentro do seu Programa de Gerenciamento de Riscos (PGR), visando prevenir doenças ocupacionais como o Burnout.
Fontes: Brazil Economy | G1 - Recorde Saúde Mental | G1 - Total Afastamentos